O que aprendi nos meus 3 anos de celibato
- Verônica Marinho

- 27 de fev.
- 13 min de leitura

Antes de qualquer coisa, não estou aqui para pregar a palavra do celibato, muito menos para convencer alguém a entrar na onda. O celibato não é requisito pra nada e não é nada fácil, principalmente no início. Mas meu mapa natal me dá muita resistência e força, por isso estou perseverando. E meus processos são beeeem lentos, por isso também o tempo prolongado.
Sexo é vida, criatividade, amor e conexão, e pretendo retomar essa prática (ouviu, né, universo?!). Estou apenas compartilhando meus aprendizados. Acredito fortemente que quando fazemos isso algo se cura em nós, além de oferecer aos outros a oportunidade de aprender com nossos erros e acertos.
Começando do começo: eu me perdia de mim nas relações casuais.
Namorei uma única pessoa dos 17 aos 32 anos. E ao contrário do que se pode pensar, desabrochei muito nessa relação. Aprendi a ser mais eu, e sempre me guiei pelo que fazia sentido pra mim. Relação estável tem esse efeito em mim. Eu só não consegui ir além do que o acordo de alma sugeria, e a relação teve seu fim.
Quando fiquei solteira, em 2018, piranhei na minha escala. Nunca fui de muitos contatinhos. Sempre preferi constância e aprofundamento, mas o padrão vigente promovido cada vez mais pelos aplicativos é superficialidade e instinto. E nesse caso, a pessoa pouco importa, contanto que o corpo encontre o alívio que busca.
Experimentei porque na vida não dá pra dizer “não comi e não gostei”. Eu precisava viver a experiência.
Pois bem. Comi e não gostei!
Eu queria uma relação amorosa profunda e duradoura, mas não conseguia admitir isso pra mim mesma. Principalmente porque isso ia contra o discurso majoritário vigente de libertação, e uma das minhas principais questões sempre foi a falta de pertencimento. Admitir o que eu queria implicaria ter que ser forte o bastante pra bancar as diferenças, pra não pertencer, pra não mais me moldar pra caber, e eu ainda não tinha encontrado minha força. Eu negava o que queria, e o que você nega, te domina.
Continuei me relacionando casualmente, numa busca incansável que me afastava cada vez mais de mim.
Quanto tempo perdido em apps, filtrando as pessoas com quem eu conseguia ter um mínimo de conversa!
Quanto tempo perdido em dates que claramente não iriam frutificar! Como, por exemplo, um indivíduo que queria fechar a conta após uma única cerveja (e pouca conversa) porque o jogo do Flamengo ia começar dali a 1h – sim, ele pretendia me comer contra o relógio. Esse, pelo menos, eu consegui recusar.
Quanto tempo perdido sendo marmita de marmanjo que não levava sequer um chocolate pra gente comer juntos e sequer sugeria um filme pra assistir, mesmo eu cedendo a casa! E muitas vezes, lanches e bebidas.
Quanta energia perdida em trocas não-recíprocas!
Não sou santa. Demorei a reconhecer que me relacionava por carência, tentando desesperadamente tapar um buraco que nunca ninguém seria capaz de preencher. Ainda assim, eu oferecia o amor que eu tinha. Eu dava demais na esperança que alguém ficasse. E isso me drenava energeticamente.
E aqui entra um ponto fundamental que entendi apenas quando retirei essa variável da minha vida: eu não era intensa, eu era vazia!
Os homens mais significativos da minha vida amorosa-sexual sempre falaram que eu precisava ser mais leve. Que audácia! Logo eu, tão riso frouxo, tão geminiana, tão versátil! Eles que não sabiam cultivar esse meu lado. Eles que não conseguiam dar conta da minha profundidade.
Eu sempre digo que o universo é fanfarrão, e esse caso é só mais um exemplo. Todos esses carinhas estavam certos! Pelos motivos errados, sim! Mas estavam certíssimos. Eu precisava ser mais leve nas relações. O universo me disse o que eu precisava saber através das pessoas que eu mais me abria pra ouvir.
Só que com o celibato, me abri cada vez mais pra aprender com a vida e com todas as pessoas e situações, e uma nova amiga me apontou o óbvio: leve é contrário de pesado, e profundo é o contrário de raso. Ser profunda e leve é possível. Como fazer isso que é o desafio.
Eu depositava todas as minhas expectativas e esperanças em relações quando eu deveria estar focando em mim!
Eu precisava dar mais consistência à minha nova carreira, precisava me curar em níveis mais profundos e duradouros se eu me propus a atuar numa área que auxilia as pessoas em seus respectivos processos de cura. E não tinha como fazer isso se constantemente eu drenava minha energia em relações fadadas ao fracasso.
No início de 2023, minha forma de me relacionar não estava saudável. No último encontro que tive, ignorei os sinais do meu corpo de que tinha algo estranho na pessoa / situação. Corpo, intuição, sentimento, percepção: ignorei tudo! E sofri, no mínimo, um abuso. E então ficou muito claro que eu precisava mudar a forma de me relacionar.
Loucura é fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes, certo?!
Decidi dar um tempo nos aplicativos, que sempre foram minha fonte de relação - nunca atraí ninguém nos lugares que frequentava. E assim foi, até que meses depois tive um encontro de almas que mudou minha vida por completo, mesmo tendo sido uma história hipotética e unilateral.
Eu me prendi a essa relação hipotética acreditando que ele era "O" cara só porque meu cardíaco se expandiu no momento que o conheci. E toda vontade de buscar alguém foi embora. Sem desvio de energia (além da energia psíquica fantasiando a relação e esperando algum avanço), meu corpo começou a passar por um grande processo de purificação.
E essa talvez possa ser uma das lições mais surpreendentes pra mim. A ilusão às vezes serve para proteger. Se eu não tivesse me prendido a essa história, talvez eu não tivesse sustentado o celibato e teria recaído nos meus padrões adoecidos de relacionamento, buscando qualquer corpo pra suprir minha carência.
Só tive essa percepção recentemente, e foi isso que ajudou a ter compaixão pelos meus processos. Até então eu só me julgava burra por ter me prendido a essa história mal resolvida de encarnações passadas.
Com a purificação que meu corpo passava, tive várias crises, não só por conta desse amor não vivido, mas por tudo. Revolucionei minha vida em 2020 e em pleno 2023 ainda não estava conseguindo sequer lidar com tudo que tinha me acontecido desde 2018! Ok, teve uma pandemia no meio do caminho, teve o falecimento do meu pai, mas isso só serve pra realçar o quanto eu não tinha respeito e compaixão por mim mesma.
Minha criança interior estava me guiando, e acolhimento nenhum no mundo (amigos, terapia, nada!) era suficiente porque eu mesma não sabia me acolher, não sabia sequer reconhecer o que eu queria para além de conexão.
E sustentar a carência é difííííícil. Tentava suprir dormindo com 4 travesseiros, mas e durante o dia?!
Não sou uma pessoa de muitos amigos. Contato físico, qualquer que fosse, não era muito presente na minha vida nessa época. E sem contatinhos pra receber um carinho, mesmo que só voltado ao sexo... foi MUITO difícil mesmo! Mas aprendi a me dar carinho pra além do sexual: cafuné, carinho na barriga, no braço, no quadril... e com o tempo fui começando a me tratar com muito mais gentileza, fazendo por mim o que gostaria de receber dos outros.
Veja bem, isso não substitui o externo. Seres humanos são sociais, receber abraço, carinho e um sussurro no ouvido (por que não, não é mesmo?! rs) ainda se fazem necessários. Estou muito longe de defender solidão, hein!
A questão é que EU (!!!) não me tratava com a gentileza e o carinho que eu merecia, desviando minha energia sempre pro externo. EU (!!!) precisei tirar o externo de cena para aprender a me cuidar e acolher.
E isso foi ao longo dos anos, definitivamente não foi de uma hora pra outra. Lembre-se: já fazem 3 anos.
Fiz muita birra. Reclamava que não estava transando, e transar ajudava na minha criatividade. Tive períodos em que assisti porn0gr4fi4, coisa que não gosto, mas eu precisava desesperadamente ver gente, eu estava extremamente sozinha. Chorava depois do ato, pois estava fazendo por instinto, pra satisfazer apenas o corpo, e quando o orgasmo fugaz passava, o vazio interno vinha com tudo.
Até que com as terapias e cheiradas (alquimias), fui me alinhando ao que o universo e minha alma queriam de mim.
Encontrei um livro que fez total diferença na minha jornada e comprovei na prática que consciência realmente é um diferencial no caminho evolutivo. Entendi que eu estava domando meu dragão interior. Estava mudando meu padrão de relacionamento, e ao invés de me relacionar por instinto, que sempre me levou a obsessão, apego e medo, estava me abrindo para a possibilidade de finalmente me relacionar por amor e escolha consciente.
Talvez a principal transformação que aconteceu nesse primeiro ano tenha sido me assumir alquimista. Eu sei que quando a gente se define, se limita, mas sempre tem um “eu sou (...)” que ressoa e faz sentido.
Nunca pareceu certo me chamar de bruxa, sacerdotisa, aromaterapeuta, perfumista, ou o que quer que seja o termo usado em minha área de atuação. E por mais que minha marca tenha alquimia no nome, nunca havia cogitado me chamar assim. E veja só: ao me assumir alquimista, algo começou a fazer muito sentido, como se as coisas estivessem finalmente começando a se encaixar.
Um alquimista vive pela e para a transformação. E é exatamente o que faço. Se antes, como engenheira química, eu transformava substâncias no laboratório, agora, como alquimista, eu atuo na transformação da alma. E nada melhor para transformar o mundo do que começar por si mesma.
Seguindo na linha do tempo, quando abri mão da possibilidade de contato com o carinha hipotético, já estava há 1 ano em celibato e foi a decisão mais difícil que já tomei até hoje. Não por ter sido o teste mais difícil, mas simplesmente porque eu ainda não tinha encontrado minha força.
É igual aquele desenho: a dor não diminui ao longo do tempo, a gente que cresce e fica mais forte.

Fonte: https://whatsyourgrief.com/growing-around-grief/. "As pessoas tendem a acreditar que o luto diminui com o tempo. Mas, na verdade, o que acontece é que nós crescemos ao redor do luto."
O impacto dessa decisão foi tanto que, dias depois, tive um despertar espontâneo da kundalini enquanto dormia. Não foi um despertar permanente, mas indicou que estava acontecendo purificação nos meus chakras superiores. E a partir daí ficou menos difícil aceitar a ausência de sexo: a energia passou a não ficar estagnada no meu chakra básico, me tirando cada vez mais dos instintos e do medo.
Repare que falei que ficou menos difícil, e não mais fácil. Ainda sofri e resisti muito. Tentei voltar pros aplicativos algumas vezes, mas continuava esbarrando no mesmo tipo de conversinha e interesse raso nas minhas tatuagens “sexy”. Mas meu padrão já estava mudado o suficiente pra não mais aceitar ser marmita.
Além de elevar meus padrões, entendi que eu queria ser cortejada. Começar do sexo é muito fácil, encaixar os corpos é o de menos. Mas e as almas? E as conexões? E o carinho? E a amizade? Tantos homens se intitulam PA, mas só tem oferta de verdade de P; Amizade nunca entrou em pauta.
Entendi que meus processos acontecem de cima pra baixo, do divino pra matéria. Nesse sentido, sexo passa a ser a última etapa, uma que considero tão importante quanto as outras, já que é a materialização maior da conexão entre as almas, é o mais próximo que temos de dois corpos ocupando o mesmo lugar no espaço. E foi ficando cada vez mais claro que a forma de se relacionar promovida pela cultura dos aplicativos definitivamente não serve PRA MIM (!!!).
E assim fui seguindo...
Entendi que se transar ajudava na minha criatividade, não transar foi essencial para que eu focasse nas raízes do meu projeto de longo prazo e da minha alma. Aprofundei em mim, no meu trabalho e em toda minha espiritualidade e sabedoria ancestral.
Até o final de 2024 eu ainda estava presa nessa história hipotética, que só consegui liberar por completo no início de 2025. Foi uma história kármica pesada, e só quando tive força o suficiente pra conseguir enxergar sem desmoronar é que me foi mostrado o que precisava pra liberar de vez.
Em 2024 também retirei a vesícula. Uma pedra gigante, diga-se de passagem. E essa cirurgia foi um rito de passagem: energeticamente falando, retirei o que me impedia de encontrar meu fogo interno.
E se eu já tinha domado meu dragão interior antes, precisei fazer um ajuste fino, porque com fogo não se brinca. Instinto quis falar mais alto novamente, mas eu escolhi não me render, pois já estava ciente dos riscos envolvidos pra mim. Eu estava me apaixonando por mim, por minha história. Não queria desviar energia de novo.
Nesse meio tempo também, mudei de terapia duas vezes, e essa última finalmente me tirou da minha bolha narcísica! Comecei a assumir responsabilidade pelas minhas escolhas e fui fazendo as pazes com meu karma.
Fiz tratamentos energéticos, mantive minhas cheiradas (alquimias) , florais e reiki diário, firmei ainda mais meu compromisso com a espiritualidade, com o bem, com o amor e com a luz, e melhorei cada vez mais meus hábitos.
Voltei pra yoga, comecei a me alimentar cada vez melhor, aprendendo a ouvir o que meu corpo queria. Passei a ter prazer em comida de verdade, e isso foi uma novidade pra mim, pois sempre comi coisas saudáveis porque precisava. Hoje como porque preciso, mas também porque gosto e sinto nutrir meu corpo e minha alma.
Essa melhoria nos hábitos, tanto físicos quanto emocionais e espirituais, foi mais um grande diferencial no processo. Comecei a lidar melhor com a vida, com mais bom humor, com mais calma e presença. E fui me descobrindo cada vez mais leve, mesmo me tornando cada vez mais profunda.
Depois que fechei de vez essa história hipotética, tentei os apps mais uma vez. Fui em um date com uma pessoa que amei conversar, o date foi ótimo e tirei um medo do meu sistema: eu ainda sabia beijar na boca! rs
Como eu estava determinada a não me render aos instintos, escolhi não transar no primeiro encontro pra sentir como iria reverberar nos dias seguintes. Foi quando comecei a sentir energia da mentira na conversa. Como essa coisa de sentir ainda era novidade pra mim, e eu não estava em posição alguma de questionar uma pessoa que eu mal conhecia, recorri ao tarot. Se eu topasse o segundo encontro, teria um sexo maravilhoso. Se recusasse, acabaria com um pequeno tormento mental.
Oh, vida! A escolha de Sofia. Estava livre da história kármica, estava com vontade louca de transar... e então eu selei de vez a minha escolha: recusei o segundo date. Eu estava cuidando tão bem de mim, da minha casa, da minha energia, estava tendo coragem de encarar TANTA coisa!... por que eu iria abrir as portas da minha casa e do meu corpo pra alguém que eu sentia que não podia confiar?!
A partir desse dia, fiz as pazes com o fato de não transar. Faço piadas porque isso me ajuda, mas não tem mais reclamação, apenas esperança. E ok, talvez frustração pela demora... rs
Aprendi também a reconhecer quando era meu corpo que pedia alívio (instinto) e quando era a necessidade de fazer a energia circular. E minha relação com a sexualidade se tornou finalmente saudável.
Desisti de vez dos apps e me rendi por completo à arte do encontro. Ok, estamos em 2026 e o encontro ainda não rolou, mas o universo não é sádico, e tô aprendendo a confiar no tempo dele. Enquanto isso, sigo identificando e transformando padrões, e mais que isso: sigo vivendo!
Nesse último ano de celibato, fui em vários eventos sozinha, e aprendi a ficar bem e a ser feliz assim. Eu realmente me tornei minha melhor companhia, e isso ainda me surpreende, considerando todo o meu histórico. Eu preenchi meu vazio interior comigo mesma!
A nova terapia me levou a descobrir partes minhas que não conhecia: fui levada pra música, pra dança, e resgatei a pintura. E através delas, estou descobrindo o prazer divino. E veja só: completamente fora da minha zona de conforto!
Como saí da bolha narcísica, descobri que essas atividades ativam a minha criança interior da melhor forma: fico feliz e radiante experimentando essas possibilidades. O senso de responsabilidade ainda fala mais alto que o prazer de criar no trabalho, mas esse é mais um motivo pra mater as outras atividades na vida. Pela lei de equivalência de planos, vai ser só questão de tempo até conseguir um equilíbrio melhor no trabalho.
Com tudo isso, fui aprendendo cada vez mais a me regular emocionalmente. E eu realmente precisava aprender isso, pois os testes do universo não pararam, e não estão sendo poucos. Afinal, a paz não vem da ausência de conflitos. Ela é um estado de espírito que permite manter o equilíbrio independente do que estiver acontecendo no entorno.
Com todas essas mudanças de rotina e de hábitos, estou aprendendo a me conectar com os vários níveis do meu ser. Sempre fui muito da atividade mental. Agora tenho aprendido a sentir, tanto no nível emocional quanto no nível físico. E vir pro corpo para além do sexo tem sido uma experiência maravilhosa! É incrível descobrir o quanto ele é uma tecnologia capaz de responder muitos dos nossos questionamentos.
E para além de tudo isso, ao me purificar e fazer as pazes com meu karma nesse período celibatário, expandi meu amor para todos os níveis. E como amor demais sufoca e vira outra coisa, hoje eu sei que se surgir alguém na minha vida, estarei atenta e forte para não depositar tudo na pessoa, pois existe uma vida inteira que se apresentou pra mim e eu aprendi a amar. EU (!!!) me apresentei pra mim e aprendi a me amar. E meu trabalho, que antes tinha uma nota de culpa por todos os meus erros de vidas passadas, agora é feito por puro amor e gratidão: retornar ao mundo toda sabedoria que me foi concedida.
Esse processo todo está sendo tão profundo que descubro cada vez mais nuances do meu ser. Antes eu me ressentia por nunca conseguir atrair ninguém nos lugares que eu frequentava. Hoje eu sei que isso é a melhor coisa que poderia me acontecer. Eu não quero desperdiçar minha energia com quem não ressoa profundamente com minha alma. Não quero ser encontrada pelo meu corpo ou por uma vontade fugaz ou sequer por uma admiração rasa do meu sorriso ou das minhas tatuagens. Quero ser encontrada, vista e amada por completo. E também quero encontrar, ver e amar por completo. Se isso faz com que a oferta seja limitada, tudo bem. Hoje eu consigo bancar essa escolha.
Ainda me assusto com o fato de terem se passado 3 anos. Pra alma, isso não é nada. Pra experiência encarnada, é um desafio e tanto. Mas pelo tanto que enxerguei, mudei e cresci nesse tempo, só tenho a agradecer ao universo pela oportunidade, apoio e inspiração. Valeu muito a pena!
Publicar um nude teria sido menos revelador. Mas é isso: caminho compartilhado, erro poupado.
Que você descubra o que funciona pra você e se encontre profundamente tanto quanto eu estou me encontrando. Com ou sem celibato.

Verônica é engenheira química e doutora em ciências por formação, e se descobriu alquimista de coração (agora também de formação). Após uma grande noite escura da alma promovida por um burnout e por uma fuga de si mesma, descobriu os óleos essenciais e com isso foi impossível não se transformar. Em 2020 saiu da pesquisa acadêmica para ouvir o chamado do coração para trabalhar com as plantas. Desde então foram muitos processos internos, muito estudo, e muita aplicação de diversos conhecimentos adquiridos em diferentes áreas: filosofia, espiritualidade, aromaterapia, alquimia, florais, perfumaria natural, numerologia, tarot, e mais tantas outras coisas. Mais do que falar sobre alquimia e autoconhecimento, Verônica vive o processo de forma muito intensa e profunda, trazendo muita vivência e experiência reais a tudo que faz. Afinal, seu Sol em Gêmeos, tipicamente superficial, é apenas um dos aspectos de seu mapa, repleto de profundezas, intensidades e oposições. Orai e vigiai é eterno para o tanto de oposições que lhe são peculiares, mas a possibilidade de conhecer tanto os extremos lhe dá a esperança de que conseguirá chegar no caminho do meio tão sugerido pelos grandes filósofos.



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